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THE GREAT TABLET DEBATE

As vendas de dispositivos móveis continuam a crescer: de acordo com a Gartner, em 2013 serão vendidos 1.2 mil milhões de aparelhos deste género.
Embora sejam os smartphones a liderar as vendas, os tablets apresentam já números que rivalizam com as vendas de PCs, prevendo-se que ainda este ano passem mesmo a vender-se mais tablets do que PCs.
Aqui fica uma infografia que pode ajudar os que pensam vir a comprar um tablet nos próximos tempos.

tablet-infografia

NEW YORK TIMES DÁ UM IMPULSO AO WEBJORNALISMO

O jornal New York Times publicou uma reportagem online multimédia – Snow Fall – The Avalanche at Tunnel Creek – que integra texto, fotos, vídeo e animações. O jornalista do DN que noticiou a publicação da reportagem classificou o trabalho como “surpreendente”. Os leitores do NYT também gostaram do trabalho: o comentário de Charlie Zender exemplifica bem o tom geral: “The mixture of first and third person, interviews and simulations, visual and audio, was fantastic. Now I feel like I witnessed the birth of a new form of journalism.”
A propósito do assunto, o “the Atlantic Wire” publicou um artigo intitulado “What the New York Times’s ‘Snow Fall’ Means to Online Journalism’s Future” onde se procura perceber o significado deste trabalho.
Obviamente significa muito. Não pela inovação, pois já existem muitos exemplos de reportagens multimédia noutras publicações, mas porque se trata de um jornal de referência a publicar algo que a investigação em Jornalismo defende há uma década.
A identificação de modelos económicos que viabilizem o webjornalismo passa pela exploração das suas características únicas, com destaque para as três principais: hipertextualidade, multimedialidade e interactividade. O contributo do NYT é importante porque acabará por servir de modelo para outras publicações, iniciando um processo de diferenciação e autonomização do webjornalismo. Pelo menos essa é a minha esperança!

FIXMEDIA: FERRAMENTA PARA A PARTICIPAÇÃO DO CIDADÃO

No evento O Futuro do Jornalismo (UBI) discutiu-se muito o papel dos cidadãos no processo de produção de notícias. Mais uma vez se constatou que os cidadãos querem participar, mas os jornalistas e as empresas de comunicação têm dificuldades em integrá-los num espaço que reclamam apenas para si. Comentar, sim. Mais do que isso, não.
No outro extremo estão os defensores daquilo a que chamam “jornalismo do cidadão”, expressão que não aceito enquanto não se falar também em “arquitectura do cidadão” ou em “medicina do cidadão”, só para citar dois exemplos.
De um lado os que querem os cidadãos a produzirem notícias, do outro os que apenas os deixam comentar ou redistribuir notícias. Quem tem razão? Ninguém: a posição correcta está no meio termo.
Os cidadãos podem, e devem, participar no processo noticiosos, mas em determinados momentos perfeitamente identificados. E quais são? chamar a atenção para determinados acontecimentos que podem ser objecto de notícia, acrescentar informação às notícias e proceder à sua redistribuição.
Se os alertas e a redistribuição das notícias já têm processos estabilizados – através de email e das redes sociais – a actualização de notícias, geralmente pela correcção ou introdução de novos dados, fica-se pelos espaço de comentários e raramente é incorporada na notícia porque, como alguém dizia no já referido evento, “os jornalistas fecham-se na sua torre de marfim”. É neste contexto que o Fixmedia, um projecto crowdfunding que permite aos cidadãos alterar as notícias, acrescentando novas informações ou corrigindo erros.

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Excelente projecto que merece a divulgação e o apoio.

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